O Brasil abriu 507.295 empresas em julho de 2026.
Foram 39.600 aberturas a mais que em junho, alta de 8,5% e a primeira depois de três meses cedendo em sequência. Abril, maio e junho vinham caindo desde o pico de março.
Antes de festejar, a ressalva honesta: julho teve 23 dias úteis contra 22 de junho. Corrigido por dia útil, o avanço cai para 3,8%, de 21.259 para 22.056 novos CNPJs por dia. Bem menor. Ainda assim, alta.
Já o comparativo anual não carrega esse ruído. Julho de 2025 também teve 23 dias úteis e fechou com 455.348 aberturas, o que coloca julho de 2026 11,4% acima, na comparação mais limpa que esta série consegue entregar.
No mapa, o destaque é o Nordeste: a região teve o maior avanço regional do mês, 16,0%, mais que o dobro da taxa do Sudeste. Em volume, porém, o Sudeste segue mandando, com 17.905 das 39.600 aberturas adicionais, contra 11.314 do Nordeste.
Rodei os 19 meses da série pra esta edição. Bora ver o que apareceu.
Em uma frase: julho de 2026 somou 507.295 empresas abertas, alta mensal de 8,5% (3,8% por dia útil) e anual de 11,4%, encerrando três meses de queda, com o Nordeste liderando a taxa regional e o Sudeste entregando o maior volume adicional.
Tempo de leitura: cerca de 18 min · Fonte: Receita Federal (base CNPJ) e Cadastro Nacional de Obras · Período: 01 a 31/07/2026
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Números-chave de julho de 2026:
- 507.295 empresas abertas no mês (23 dias úteis, 22.056 por dia útil)
- Primeira alta mensal desde março: +8,5% sobre junho, ou +3,8% por dia útil
- Variação anual de +11,4%, com o mesmo número de dias úteis nos dois julhos
- Maior avanço regional: Nordeste, com 16,0% no mês, contra 7,5% do Sudeste
- MEI: 357.316 aberturas, 70,4% do total
- CNO: 14.277 obras iniciadas em julho já registradas, 51,0% sob responsabilidade de PJ
Quantas empresas o Brasil abriu em julho de 2026?
Em julho de 2026, o Brasil abriu 507.295 empresas entre os dias 1º e 31. O mês teve 23 dias úteis, o maior número do ano até aqui, e a média chegou a 22.056 novos CNPJs por dia útil. O volume ficou 8,5% acima de junho e 11,4% acima de julho de 2025.
Vinte e dois mil CNPJs por dia útil, todo dia, durante um mês inteiro. E julho conseguiu isso sem nenhum feriado nacional no caminho.
O calendário explica parte da alta de 8,5%, porque julho teve um dia útil a mais que junho. Mesmo dividindo pelo número de dias, a média subiu de 21.259 para 22.056 aberturas por dia útil, avanço de 3,8%, algo que abril, maio e junho não entregaram.
O CNPJ é o registro que marca a entrada formal de uma atividade econômica. Julho acrescentou meio milhão de linhas novas a esse cadastro.
Dá para colocar o número em perspectiva com a própria série: julho é o quinto maior mês dos dezenove analisados, atrás de janeiro de 2025, março de 2026, janeiro de 2026 e fevereiro de 2026. E é o maior volume desde março.
Onde elas nasceram? O mapa por estado
As empresas abertas em julho de 2026 se concentraram em São Paulo, que registrou 152.891 aberturas, ou 30,1% do Brasil. Minas Gerais ficou em segundo com 51.756, seguida pelo Rio de Janeiro com 41.644. No corte regional, o Sudeste respondeu por 50,8% do total nacional do mês.
A tabela lista as 27 UFs mais a categoria Exterior, com link para a página de empresas de cada estado. As duas colunas finais mostram o movimento de cada unidade no mês e em 12 meses, e é nelas que julho conta a história diferente.
Ranking de aberturas por estado em julho de 2026
| # | Estado | Região | Empresas Abertas | % do Brasil | Δ MoM | Δ YoY |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | São Paulo | Sudeste | 152.891 | 30,1% | ↑ 7,5% | ↑ 12,6% |
| 2 | Minas Gerais | Sudeste | 51.756 | 10,2% | ↑ 8,8% | ↑ 7,6% |
| 3 | Rio de Janeiro | Sudeste | 41.644 | 8,2% | ↑ 5,7% | ↑ 10,6% |
| 4 | Paraná | Sul | 36.324 | 7,2% | ↑ 9,7% | ↑ 15,3% |
| 5 | Rio Grande do Sul | Sul | 29.051 | 5,7% | ↑ 5,4% | ↑ 7,9% |
| 6 | Santa Catarina | Sul | 28.172 | 5,6% | ↑ 4,2% | ↑ 8,6% |
| 7 | Bahia | Nordeste | 21.971 | 4,3% | ↑ 25,1% | ↑ 5,7% |
| 8 | Goiás | Centro-Oeste | 20.187 | 4,0% | ↑ 6,8% | ↑ 10,4% |
| 9 | Ceará | Nordeste | 15.747 | 3,1% | ↑ 11,6% | ↑ 22,3% |
| 10 | Pernambuco | Nordeste | 14.590 | 2,9% | ↑ 19,3% | ↑ 11,6% |
| 11 | Mato Grosso | Centro-Oeste | 11.807 | 2,3% | ↑ 9,5% | ↑ 20,0% |
| 12 | Espírito Santo | Sudeste | 11.420 | 2,3% | ↑ 7,8% | ↑ 11,9% |
| 13 | Distrito Federal | Centro-Oeste | 10.254 | 2,0% | ↑ 11,3% | ↑ 16,5% |
| 14 | Pará | Norte | 8.912 | 1,8% | ↓ 2,1% | ↑ 6,0% |
| 15 | Mato Grosso do Sul | Centro-Oeste | 7.119 | 1,4% | ↑ 12,7% | ↑ 18,5% |
| 16 | Paraíba | Nordeste | 6.424 | 1,3% | ↑ 14,9% | ↑ 10,5% |
| 17 | Maranhão | Nordeste | 6.306 | 1,2% | ↑ 1,9% | ↑ 12,4% |
| 18 | Amazonas | Norte | 6.153 | 1,2% | ↑ 7,6% | ↑ 9,4% |
| 19 | Rio Grande do Norte | Nordeste | 5.140 | 1,0% | ↑ 12,6% | ↑ 6,6% |
| 20 | Alagoas | Nordeste | 4.519 | 0,9% | ↑ 17,0% | ↑ 9,0% |
| 21 | Piauí | Nordeste | 3.670 | 0,7% | ↑ 0,6% | ↑ 2,2% |
| 22 | Sergipe | Nordeste | 3.514 | 0,7% | ↑ 24,8% | ↑ 13,6% |
| 23 | Rondônia | Norte | 3.242 | 0,6% | ↓ 7,5% | ↑ 11,4% |
| 24 | Tocantins | Norte | 2.796 | 0,6% | ↓ 7,3% | ↑ 7,1% |
| 25 | Amapá | Norte | 1.139 | 0,2% | ↑ 28,6% | ↑ 49,1% |
| 26 | Roraima | Norte | 1.073 | 0,2% | ↑ 21,5% | ↑ 33,3% |
| 27 | Acre | Norte | 1.019 | 0,2% | ↑ 17,3% | ↑ 21,2% |
| 28 | Exterior | Exterior | 455 | 0,1% | ↑ 5,1% | ↓ 12,0% |
Pra variar, São Paulo aparece isolado na frente, com quase três Minas Gerais dentro de si. A novidade do mês está mais abaixo na tabela.
Vinte e cinco das 28 categorias cresceram no mês. As três exceções ficaram todas no Norte: Rondônia recuou 7,5%, Tocantins caiu 7,3% e o Pará teve baixa de 2,1%. O Piauí, com alta de 0,6%, praticamente empatou com junho.
Distribuição regional das aberturas em julho de 2026
Somando os estados por região, o mês ficou assim:
| Região | Empresas Abertas | % do Brasil | Δ MoM |
|---|---|---|---|
| Sudeste | 257.711 | 50,8% | ↑ 7,5% |
| Sul | 93.547 | 18,4% | ↑ 6,7% |
| Nordeste | 81.881 | 16,1% | ↑ 16,0% |
| Centro-Oeste | 49.367 | 9,7% | ↑ 9,2% |
| Norte | 24.334 | 4,8% | ↑ 1,5% |
| Exterior | 455 | 0,1% | ↑ 5,1% |
Aqui está a história geográfica do mês, e ela tem duas leituras. Em taxa, o Nordeste lidera com 16,0%, contra 7,5% do Sudeste e 6,7% do Sul. Em volume, a ordem se inverte: o Sudeste adicionou 17.905 aberturas (45,2% do ganho nacional) e o Nordeste 11.314 (28,6%). Sem o Nordeste, a alta de 8,5% cairia para perto de 7%.
O Norte andou de lado, com 1,5%. A distância entre a região que mais cresceu e a que menos cresceu passou de dez pontos percentuais em um único mês.
Gráfico: aberturas por UF em julho de 2026
A primeira barra sempre chama atenção, e ela merece: São Paulo abriu mais empresas em julho do que as dezoito últimas UFs da tabela somadas.
A cauda do ranking e a categoria Exterior
Amapá registrou 1.139 aberturas, Roraima chegou a 1.073 e o Acre teve 1.019. A categoria Exterior fechou a lista com 455 registros.
Os três estados do Norte passaram de mil aberturas no mês. Em bases pequenas, algumas centenas de registros produzem percentuais grandes, então a leitura pede cuidado: o Amapá cresceu 49,1% em 12 meses partindo de 764 registros em julho de 2025.
O Exterior é a única categoria negativa no comparativo anual, com queda de 12,0%. São empresas brasileiras cuja sede foi registrada fora do país, um grupo pequeno e volátil por natureza.
Como julho/2026 se compara aos meses anteriores?
Julho de 2026 teve 507.295 aberturas, alta de 8,5% frente às 467.695 de junho de 2026 e de 11,4% sobre as 455.348 de julho de 2025. A série de 19 meses mostra o fim de uma sequência de três quedas mensais e o maior volume desde março de 2026.
A tabela abaixo traz o mês, o total, os dias úteis e as duas variações. A coluna de dias úteis existe para evitar conclusão apressada: parte das oscilações mensais é calendário, não comportamento empresarial.
Série mensal de aberturas no Brasil: janeiro de 2025 a julho de 2026
| Mês | Aberturas | Dias úteis | Δ MoM | Δ YoY |
|---|---|---|---|---|
| Janeiro/2025 | 584.566 | 22 | n/d | n/d |
| Fevereiro/2025 | 452.861 | 20 | ↓ 22,5% | n/d |
| Março/2025 | 421.805 | 21 | ↓ 6,9% | n/d |
| Abril/2025 | 417.049 | 20 | ↓ 1,1% | n/d |
| Maio/2025 | 428.315 | 21 | ↑ 2,7% | n/d |
| Junho/2025 | 397.398 | 21 | ↓ 7,2% | n/d |
| Julho/2025 | 455.348 | 23 | ↑ 14,6% | n/d |
| Agosto/2025 | 432.906 | 21 | ↓ 4,9% | n/d |
| Setembro/2025 | 449.903 | 22 | ↑ 3,9% | n/d |
| Outubro/2025 | 452.593 | 23 | ↑ 0,6% | n/d |
| Novembro/2025 | 370.600 | 19 | ↓ 18,1% | n/d |
| Dezembro/2025 | 329.512 | 22 | ↓ 11,1% | n/d |
| Janeiro/2026 | 562.735 | 21 | ↑ 70,8% | ↓ 3,7% |
| Fevereiro/2026 | 514.747 | 20 | ↓ 8,5% | ↑ 13,7% |
| Março/2026 | 570.081 | 22 | ↑ 10,7% | ↑ 35,2% |
| Abril/2026 | 486.033 | 20 | ↓ 14,7% | ↑ 16,5% |
| Maio/2026 | 479.553 | 20 | ↓ 1,3% | ↑ 12,0% |
| Junho/2026 | 467.695 | 22 | ↓ 2,5% | ↑ 17,7% |
| Julho/2026 | 507.295 | 23 | ↑ 8,5% | ↑ 11,4% |
O mês por dia útil: a leitura menos ingênua
O total bruto subiu 8,5%. A média diária subiu 3,8%, de 21.259 para 22.056 aberturas por dia útil.
As duas informações são verdadeiras e servem a perguntas diferentes. O total bruto responde quantas empresas entraram na base, o que importa para quem monta lista de prospecção. A média por dia útil responde se o ritmo mudou, o que importa para quem quer ler tendência.
Comparando ritmo com ritmo, julho (22.056 por dia útil) ficou à frente de junho (21.259), mas atrás de maio (23.978) e de abril (24.302). O ritmo se recuperou frente ao mês anterior sem voltar ao patamar do começo do ano.
A sequência de três quedas terminou
Março de 2026 marcou o pico do ano com 570.081 aberturas, o segundo maior mês da série atrás de janeiro de 2025. Depois vieram abril (486.033), maio (479.553) e junho (467.695), três meses consecutivos de recuo.
Julho interrompeu essa descida e devolveu 39.600 registros ao fluxo mensal. Uow! Ainda faltam 62.786 aberturas para reencontrar o topo de março, então o mês é retomada, não recorde.
O acumulado de sete meses ficou 13,6% acima de 2025
De janeiro a julho de 2026, o país somou 3.588.139 aberturas. O mesmo intervalo de 2025 registrou 3.157.342. A diferença chegou a 430.797 empresas.
| Mês | 2025 | 2026 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Janeiro | 584.566 | 562.735 | ↓ 3,7% |
| Fevereiro | 452.861 | 514.747 | ↑ 13,7% |
| Março | 421.805 | 570.081 | ↑ 35,2% |
| Abril | 417.049 | 486.033 | ↑ 16,5% |
| Maio | 428.315 | 479.553 | ↑ 12,0% |
| Junho | 397.398 | 467.695 | ↑ 17,7% |
| Julho | 455.348 | 507.295 | ↑ 11,4% |
| Jan a jul | 3.157.342 | 3.588.139 | ↑ 13,6% |
Janeiro continua sendo a única linha negativa do ano. De fevereiro em diante, todos os meses superaram 2025, com a média mensal de 2026 em 512.591 aberturas.
O ganho anual de julho (11,4%) é o menor de 2026 entre os meses que cresceram, e isso tem uma explicação simples: julho de 2025 foi um mês forte, com 455.348 aberturas e 23 dias úteis, a segunda melhor marca daquele ano, atrás só de janeiro. Base de comparação alta comprime o percentual, mesmo com o volume absoluto crescendo.
As 27 unidades da federação cresceram em 12 meses
O avanço anual cobriu quase todo o mapa. As 27 unidades da federação abriram mais empresas em julho de 2026 do que em julho de 2025, e apenas a categoria Exterior recuou, com queda de 12,0%.
As maiores altas vieram de Amapá (+49,1%), Roraima (+33,3%), Ceará (+22,3%) e Acre (+21,2%). Três desses quatro estados ficam no Norte, região que teve o pior desempenho mensal do país. Sinal de que o mês fraco no Norte convive com um ano bom.
Entre os grandes volumes, São Paulo cresceu 12,6%, o Paraná avançou 15,3% e o Rio de Janeiro subiu 10,6%. A Bahia, que liderou a alta mensal entre os dez maiores mercados com 25,1%, aparece no fim da lista anual, com 5,7%. As duas leituras convivem: mês forte, ano moderado.
O que mudou nas listas
O top 25 de CNAEs manteve exatamente os mesmos códigos de junho. Não houve entrada nem saída, só troca de posições: serviços de entrega rápida subiu de 8º para 7º, fornecimento de alimentos para consumo domiciliar foi de 11º para 9º e panificação industrial avançou do 19º para o 16º lugar.
Do outro lado, obras de alvenaria caiu de 9º para 11º, e estética recuou de 17º para 19º. Vale registrar que a alvenaria cresceu em número absoluto, de 10.937 para 11.543 aberturas, e perdeu posição porque outros setores cresceram mais.
Nas cidades houve troca de nomes: Osasco (23ª, com 2.408) e Contagem (25ª, com 2.384) entraram no top 25, enquanto Belém e Santo André saíram.
Os 25 setores que mais bombaram em julho de 2026
Em julho de 2026, Promoção de vendas liderou os setores com 24.205 aberturas, 4,8% do país. Serviços de malote ficou em segundo, com 23.723, e preparação de documentos e apoio administrativo em terceiro, com 20.834. Os cinco maiores CNAEs somaram 102.604 registros no mês.
CNAE é o código que classifica a atividade econômica de cada empresa. Se quiser entender como a estrutura funciona, veja o guia para descobrir a categoria CNAE de uma empresa.
Ranking dos 25 maiores setores (CNAEs) em julho de 2026
Os cinco primeiros concentraram 20,2% das aberturas do mês. O topo da lista combina serviços prestados a outras empresas com atividades ligadas à movimentação de mercadorias.
Serviços de malote quase alcançou a liderança
Promoção de vendas terminou julho com 24.205 aberturas e serviços de malote com 23.723. A distância entre o primeiro e o segundo colocado caiu para 482 registros, ou 2%.
Em junho essa diferença era de 2.847 aberturas. O segundo lugar cresceu 17,0% no mês, contra 4,7% do líder, e a disputa pela ponta ficou aberta para agosto.
Logística soma 80.199 aberturas em um mês
Reunindo serviços de malote (23.723), transporte municipal de carga (18.206), transporte intermunicipal ou interestadual (13.194), entrega rápida (13.519) e transporte de passageiros com motorista (11.557), o bloco logístico chega a 80.199 empresas abertas em julho.
São 15,8% de todas as aberturas do mês em cinco códigos. É um público potencial para combustível, seguro, manutenção, rastreamento e crédito, ainda que o dado mostre a inscrição do CNPJ e não a operação já rodando.
Alimentação e beleza mantêm volume alto
Quatro CNAEs de alimentação somaram 34.286 aberturas: alimentos preparados para consumo domiciliar (11.956), lanchonetes (9.760), restaurantes (6.708) e alimentação ambulante (5.862).
Beleza reuniu 21.218 registros, entre cabeleireiros, manicure e pedicure (15.384) e atividades de estética (5.834). Os dois blocos entregam público grande e distribuído entre formatos distintos de operação, ainda que esta edição não meça concentração nem maturidade desses mercados.
Construção civil cresceu em número, caiu em ranking
Obras de alvenaria (11.543) e instalação e manutenção elétrica (6.228) somaram 17.771 aberturas, contra 16.766 em junho.
A alvenaria perdeu duas posições no ranking mesmo crescendo 5,5% no mês. É um bom exemplo de por que ranking e volume merecem leitura separada. O recorte de obras do CNO, mais adiante, mostra outra camada desse mesmo mercado.
As 25 cidades campeãs de abertura em julho de 2026
A cidade de São Paulo liderou julho de 2026 com 50.443 empresas abertas, 9,9% do Brasil. O Rio de Janeiro registrou 18.025 e Brasília 10.254. Entre as 25 primeiras, oito cidades ficam no estado de São Paulo, e Osasco e Contagem entraram na lista mensal.
O ranking municipal mostra onde a concentração estadual se transforma em demanda de rua. Capitais dominam o topo, mas polos regionais ocupam boa parte da tabela.
Ranking das 25 maiores cidades brasileiras em aberturas de julho de 2026
| # | Cidade | UF | Aberturas | % do Brasil |
|---|---|---|---|---|
| 1 | São Paulo | SP | 50.443 | 9,9% |
| 2 | Rio de Janeiro | RJ | 18.025 | 3,6% |
| 3 | Brasília | DF | 10.254 | 2,0% |
| 4 | Belo Horizonte | MG | 9.450 | 1,9% |
| 5 | Curitiba | PR | 8.785 | 1,7% |
| 6 | Fortaleza | CE | 8.062 | 1,6% |
| 7 | Salvador | BA | 6.742 | 1,3% |
| 8 | Goiânia | GO | 6.089 | 1,2% |
| 9 | Porto Alegre | RS | 5.168 | 1,0% |
| 10 | Manaus | AM | 5.163 | 1,0% |
| 11 | Guarulhos | SP | 4.581 | 0,9% |
| 12 | Recife | PE | 3.991 | 0,8% |
| 13 | Campinas | SP | 3.868 | 0,8% |
| 14 | Campo Grande | MS | 3.306 | 0,7% |
| 15 | Uberlândia | MG | 3.009 | 0,6% |
| 16 | Cuiabá | MT | 2.974 | 0,6% |
| 17 | Florianópolis | SC | 2.769 | 0,5% |
| 18 | Ribeirão Preto | SP | 2.732 | 0,5% |
| 19 | Joinville | SC | 2.683 | 0,5% |
| 20 | João Pessoa | PB | 2.669 | 0,5% |
| 21 | Sorocaba | SP | 2.626 | 0,5% |
| 22 | São Bernardo do Campo | SP | 2.615 | 0,5% |
| 23 | Osasco | SP | 2.408 | 0,5% |
| 24 | São José dos Campos | SP | 2.390 | 0,5% |
| 25 | Contagem | MG | 2.384 | 0,5% |
A capital paulista abre mais que estados inteiros
São Paulo cidade registrou 50.443 aberturas em julho, à frente do estado do Rio de Janeiro, que teve 41.644, e de qualquer outra UF fora do próprio estado de São Paulo e de Minas Gerais.
Uma cidade só respondendo por 9,9% de tudo que o país abriu no mês. Impressionante, né?
Salvador subiu e o Nordeste apareceu no ranking municipal
Salvador passou de 8º para 7º lugar, com 6.742 aberturas, 31,7% acima de junho. Recife avançou de 13º para 12º, com 3.991, e João Pessoa foi de 22º para 20º.
O movimento das capitais nordestinas acompanha o que a tabela regional já mostrou: o avanço de 16,0% da região também aparece nos números de Salvador, Recife e João Pessoa.
Oito das top 25 ficam no estado de São Paulo
São Paulo, Guarulhos, Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, São Bernardo do Campo, Osasco e São José dos Campos formam o grupo paulista. A entrada de Osasco compensou exatamente a saída de Santo André, então o estado manteve oito presenças.
Oito posições em 25 mostram como a atividade se distribui da capital para o cinturão metropolitano e para os polos do interior.
Osasco e Contagem entraram, Belém e Santo André saíram
Osasco reapareceu na 23ª posição com 2.408 aberturas, e Contagem estreou em 25º com 2.384. Belém e Santo André, que fechavam a lista em junho, ficaram fora.
A troca é pontual. Ela coloca Osasco e Contagem no recorte comercial de julho, mas agosto ainda precisa confirmar se as duas sustentam a posição no top 25.
Polos regionais com espaço comercial
Uberlândia abriu 3.009 empresas e passou a marca de três mil no mês. Campo Grande, com 3.306, subiu duas posições e virou a 14ª cidade do país.
Cuiabá, com 2.974, e Joinville, com 2.683, completam o grupo de praças regionais com volume suficiente para testar campanha municipal separada.
Matriz, Filial ou MEI? A composição das aberturas
Em julho de 2026, 495.605 aberturas foram matrizes, 97,7% do total, e 11.690 foram filiais, 2,3%. No corte de porte, os MEIs somaram 357.316 registros, 70,4% do mês. Médio e grande porte cresceram 21,0% sobre junho, o maior avanço entre os portes.
Dois cortes ajudam a interpretar o total: matriz e filial indicam origem ou expansão, enquanto o porte mostra o enquadramento das novas inscrições.
Matriz vs Filial: origem e expansão
As matrizes dominaram com 495.605 registros, alta de 8,5% no mês. As filiais chegaram a 11.690, avanço de 6,6%, e costumam sinalizar expansão de operação já existente.
A separação evita tratar todo CNPJ novo como empresa começando do zero. Uma filial nasce com estrutura, caixa e histórico da matriz atrás dela, e isso muda a abordagem comercial.
No comparativo anual, os dois grupos andam em direções opostas. As matrizes saíram de 442.886 em julho de 2025 para 495.605, alta de 11,9%, enquanto as filiais recuaram de 12.462 para 11.690, queda de 6,2%. Ou seja: todo o crescimento de 12 meses veio de negócios novos abrindo a primeira inscrição, não de empresas existentes abrindo unidade. Essa leitura anual é confiável porque matriz e filial são definidas no momento do registro e não mudam depois, diferente do enquadramento de porte.
Porte com MEI separado: o maior grupo
Os 357.316 MEIs responderam por sete de cada dez aberturas. Microempresas fora do MEI somaram 107.695, médio e grande porte 22.528, EPP 19.436, e 320 registros ficaram sem classificação.
MEI e microempresa fora do regime reuniram 465.011 inscrições, 91,7% do mês. Para quem vende ao pequeno negócio, esse é o universo bruto do mês, antes de filtrar situação cadastral, CNAE e cidade.
O destaque de composição está no outro extremo da tabela. Médio e grande porte cresceram 21,0% sobre junho, 2,4 vezes o ritmo do MEI, que avançou 8,7%. São 3.910 empresas de porte maior a mais que no mês anterior, o que amplia o universo mensal de contas desse tamanho para quem vende B2B.
Uma ressalva de leitura sobre o MEI: o campo indica o enquadramento atual da inscrição, então desenquadramentos posteriores alteram coortes antigas. Comparar a participação do MEI entre anos distantes produz um artefato de medição, e por isso a série usa só o retrato do mês corrente.
Para entender cada faixa, consulte o material sobre categorias de porte de empresa pelo CNPJ.
Obras no Brasil em julho de 2026: o que o CNO mostra
O Cadastro Nacional de Obras reúne 14.277 obras com início em julho de 2026 já registradas até o fechamento desta análise. Desse total, 7.286 têm pessoa jurídica como responsável e 6.991 têm pessoa física. São Paulo lidera com 3.009 obras, seguido por Minas Gerais, com 1.977.
A base completa consultada contém 3.551.967 obras, das quais 1.019.397 estão ativas. São 45.942 registros a mais que na leitura de junho, e parte desse acréscimo são obras antigas cadastradas só agora.
No recorte do mês, pessoas jurídicas responderam por 51,0% das obras e pessoas físicas por 49,0%. A divisão ficou mais equilibrada que em junho, quando a fatia de PJ era de 55,3%.
Top 10 estados em obras iniciadas em julho de 2026
| Estado | Obras | % das obras | % das empresas abertas |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 3.009 | 21,1% | 30,1% |
| Minas Gerais | 1.977 | 13,8% | 10,2% |
| Paraná | 1.362 | 9,5% | 7,2% |
| Rio Grande do Sul | 1.229 | 8,6% | 5,7% |
| Santa Catarina | 1.153 | 8,1% | 5,6% |
| Ceará | 577 | 4,0% | 3,1% |
| Goiás | 483 | 3,4% | 4,0% |
| Bahia | 468 | 3,3% | 4,3% |
| Pernambuco | 438 | 3,1% | 2,9% |
| Sergipe | 389 | 2,7% | 0,7% |
A comparação entre as duas últimas colunas é onde o dado fica interessante. O Sul concentrou 3.744 obras, 26,2% do recorte mensal, com apenas 18,4% das empresas abertas. Minas Gerais aparece com 13,8% das obras e 10,2% das empresas.
Sergipe é o caso mais desproporcional da tabela: 2,7% das obras do país com 0,7% das aberturas de empresas, ou 3,9 vezes a própria participação empresarial. O estado ocupa a 22ª posição em empresas abertas e a 10ª em obras.
No caminho oposto, o Rio de Janeiro é o terceiro colocado em empresas abertas, com 8,2% do país, e cai para 16º no CNO mensal, com 237 obras e 1,7% do total. São Paulo também aparece sub-representado, com 21,1% das obras contra 30,1% das empresas.
Atenção à leitura do CNO: obras podem ser cadastradas meses depois com data de início anterior. O total atribuído a julho de 2026 ainda vai subir nas próximas extrações, e tratar esse recorte como série mensal fechada produziria comparações MoM ou YoY enganosas. Para dimensionar o efeito, basta olhar a edição passada: junho de 2026 foi publicado com 13.686 obras, e a mesma consulta, refeita em 12/08/2026 para esta edição, devolveu 17.940 registros no mesmo mês de referência, 31,1% a mais. É por isso que esta série não calcula variação mensal de obras.
Precisa localizar obras por região e chegar nas empresas responsáveis por elas? A Lista de Obras da Oportunidados organiza esse universo por estado, cidade e situação, com os dados de contato do responsável. Dá pra testar sem risco: a garantia de 8 dias devolve o valor integral se não servir.
Sacadas pra quem empreende ou prospecta no Brasil
Cinco anomalias de julho de 2026 viram alvo comercial direto: o Nordeste a 16,0% de alta mensal, médio e grande porte a 21,0%, 80.199 aberturas concentradas em cinco códigos de logística e mobilidade, Sergipe com 2,7% das obras do país contra 0,7% das empresas, e duas cidades novas no top 25 municipal.
1. O Nordeste virou o mercado mais quente do mês
A região abriu 81.881 empresas, 16,0% mais que em junho, com Bahia (+25,1%), Sergipe (+24,8%), Pernambuco (+19,3%), Alagoas (+17,0%) e Paraíba (+14,9%) todas em dois dígitos.
Quem trabalha com cobertura nacional costuma tratar o Nordeste como um bloco só. O mês mostra o contrário: o crescimento se espalhou por estados de portes muito diferentes, de 21.971 aberturas na Bahia a 3.514 em Sergipe.
- Quem se beneficia: operações comerciais que conseguem regionalizar campanha e time por estado do Nordeste.
2. Médio e grande porte aceleraram mais que o MEI
As aberturas de médio e grande porte chegaram a 22.528, alta de 21,0% no mês, contra 8,7% do MEI. É a maior variação entre todos os portes de julho, com 3.910 empresas a mais que em junho.
Esse é o grupo de ciclo de compra mais longo, e um mês isolado não faz tendência. O caminho prático é montar a lista das empresas de porte maior abertas em julho, dividir por CNAE e UF, e priorizar as compatíveis com venda complexa.
- Quem se beneficia: vendas complexas B2B, que precisam de volume pequeno e qualificado em vez de lista grande.
3. Logística e mobilidade abriram 80.199 empresas em trinta e um dias
Os cinco CNAEs de logística e mobilidade somaram 80.199 aberturas, 15,8% do mês, e serviços de malote isolado cresceu 17,0%, chegando a 482 registros do primeiro lugar geral.
Transportadora recém-inscrita ainda pode estar escolhendo fornecedor de combustível, seguro, rastreador, manutenção e crédito. A sacada é separar as listas por código, porque carga municipal, entrega rápida e transporte de passageiros com motorista não compram a mesma coisa.
- Quem se beneficia: quem vende insumo, serviço ou software para transporte e entrega.
4. Sergipe e o Sul concentram obras acima do esperado
Sergipe respondeu por 2,7% das obras iniciadas em julho com 0,7% das empresas abertas. O Sul ficou com 26,2% das obras e 18,4% das aberturas.
O caminho é montar duas listas separadas nesses quatro estados, uma de obras registradas e outra dos 17.771 CNPJs de alvenaria e elétrica abertos no mês, sem presumir vínculo entre um registro e outro. O cruzamento aponta onde procurar, não quem contratou quem.
- Quem se beneficia: negócios que atendem construtoras, prestadores de obra e responsáveis técnicos.
5. Osasco e Contagem abriram duas frentes metropolitanas
Osasco voltou ao top 25 com 2.408 aberturas e Contagem estreou na 25ª posição com 2.384, substituindo Belém e Santo André. No mesmo movimento, Guarulhos subiu para 4.581 e Campinas para 3.868.
Duas entradas novas criam dois públicos municipais com volume próprio para teste. O caminho é montar lista separada de Osasco e Contagem, filtrar por CNAE e testar mensagem local antes de abrir a campanha para a região metropolitana inteira.
- Quem se beneficia: times comerciais que segmentam por município e não só por estado ou região metropolitana.
Conclusão: o que aprendemos sobre o Brasil em julho de 2026
Julho de 2026 quebrou uma sequência de três quedas mensais e devolveu o país ao patamar de meio milhão de aberturas, com 507.295 empresas abertas no mês. O avanço foi de 8,5% sobre junho, 3,8% quando corrigido por dia útil, e de 11,4% sobre julho de 2025.
Os números centrais ficam assim:
- Julho de 2026: 507.295 empresas, média de 22.056 por dia útil em 23 dias úteis
- Comparações: alta mensal de 8,5% e alta anual de 11,4%
- Acumulado jan a jul: 3.588.139 aberturas, 13,6% acima de 2025
- Estado líder: São Paulo, com 152.891 aberturas
- Maior alta mensal entre os dez maiores: Bahia, com 25,1%
- Cidade líder: São Paulo, com 50.443
- Setor líder: Promoção de vendas, com 24.205
- Composição: MEI com 357.316 e filiais com 11.690
- CNO: 14.277 obras iniciadas em julho já registradas, 51,0% sob responsabilidade de PJ
A leitura honesta do mês tem duas partes. O ritmo por dia útil ainda está abaixo do começo do ano, então falar em recuperação plena seria exagero. Por outro lado, o país segue abrindo mais empresas que em 2025 em todos os meses desde fevereiro, e o Nordeste assinou o maior avanço regional de julho.
E é justamente pra virar esse mapa em cliente que a Oportunidados existe. A plataforma cobre as 72.789.689 empresas registradas no Brasil, e em poucos cliques dá pra montar uma lista de empresas filtrada por CNAE, cidade e data de abertura, com telefone e email quando disponíveis. Se quiser justamente o recorte de julho, ele já está lá. E se não servir, a garantia de 8 dias devolve o valor integral.
Pra receber a edição de agosto assim que ela sair, deixa teu email aqui embaixo.
Metodologia
O recorte desta edição são as 507.295 empresas com início de atividade entre 01 e 31 de julho de 2026. A origem é a base de CNPJ da Receita Federal, sincronizada e agregada pela API da Oportunidados. Nenhum filtro de situação cadastral foi aplicado, então o número é o fluxo bruto de inscrições do mês.
As duas comparações usadas no texto são explícitas: MoM confronta julho de 2026 com junho de 2026, e YoY confronta julho de 2026 com julho de 2025. A contagem de dias úteis exclui sábados, domingos e feriados nacionais. Como julho não tem feriado nacional no calendário, o mês fechou com 23 dias úteis, um acima de junho.
As faixas de porte seguem a Lei Complementar 123/2006, e a atividade econômica vem do CNAE informado na própria base. A categoria Exterior agrupa empresas brasileiras com sede registrada fora do país. Uma ressalva sobre o MEI: o campo indica o enquadramento atual da inscrição, o que inviabiliza comparação de participação entre anos distantes.
O recorte de obras sai do Cadastro Nacional de Obras, contado pela data de início declarada. Como o cadastro aceita registro retroativo, os meses mais recentes ganham novas obras a cada extração, e por isso esta série publica apenas estoque, recorte do mês e distribuição, sem variação mensal ou anual de obras.
Edições anteriores
A retomada de julho de 2026, com 507.295 aberturas, entra numa série que já cobre 19 meses desde janeiro de 2025. As duas edições abaixo e o hub permitem comparar este mês com junho, maio e o histórico completo.
- Junho de 2026: 467.695 aberturas e o fechamento do 1º semestre com 3.080.844 empresas.
- Maio de 2026: 479.553 aberturas no mês.
- Hub Empresas Abertas no Brasil: todas as edições da série, com a série histórica consolidada.
Leituras relacionadas
Cada número desta edição sai de um campo do CNPJ. Os guias abaixo destrincham esses campos:
- O que é CNPJ? Tudo o que você precisa saber para fechar mais negócios: o que cada bloco do número informa e por que isso importa numa abordagem comercial.
- Como descobrir a categoria CNAE de qualquer empresa: como chegar no código de atividade que organiza o ranking de setores deste post.
- Categorias de porte de empresa pelo CNPJ: onde o MEI termina e começam ME, EPP e os portes maiores.
- Categorias de natureza jurídica no CNPJ: a forma legal de cada organização e o que ela diz sobre o negócio.
- Situação cadastral das empresas: entenda antes de vender: por que o status cadastral precisa ser checado antes de investir tempo numa conta.
Abraço,
Fred
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