O Brasil fechou o 3º trimestre de 2026 com 1.507.786 empresas abertas entre julho e setembro.
É o segundo maior trimestre da série, atrás só do primeiro trimestre deste ano, e fica 12,7% acima do mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, o país soma 4.588.630 aberturas.
Setembro sozinho somou 477.753 empresas. Contra agosto, recuo de 8,6%, com o mesmo número de dias úteis nos dois meses. Contra setembro de 2025, alta de 6,2%.
Os CNPJs de campanha eleitoral, que tinham pesado em agosto, quase sumiram: foram 216 em setembro, contra 17.809 em agosto na releitura de 21/10/2026.
A seguir, o trimestre fechado e o retrato de setembro por estado, setor, cidade, porte e obras.
Em uma frase: o 3º trimestre de 2026 terminou com 1.507.786 empresas abertas, 12,7% acima do mesmo trimestre de 2025, e setembro somou 477.753, queda de 8,6% sobre agosto e alta de 6,2% em 12 meses.
Fonte: Receita Federal (base CNPJ) e Cadastro Nacional de Obras · Período: 01 a 30/09/2026 (trimestre: 01/07 a 30/09/2026)
Use o Sumário aqui ou o ícone de lista no canto superior esquerdo para pular para qualquer seção.
Números-chave de setembro de 2026:
- 477.753 empresas abertas no mês (21 dias úteis, 22.750 por dia útil)
- Série publicada: −8,6% sobre agosto e +6,2% sobre setembro de 2025
- 3º trimestre de 2026: 1.507.786 aberturas, 12,7% acima do 3º trimestre de 2025
- Acumulado de janeiro a setembro: 4.588.630 aberturas, 13,6% acima de 2025
- São Paulo: 31,1% das aberturas do país e alta anual de 10,8%
- CNO: 11.666 obras iniciadas em setembro já registradas, 51,9% sob responsabilidade de PJ
Quantas empresas o Brasil abriu em setembro de 2026?
Em setembro de 2026, o Brasil abriu 477.753 empresas entre os dias 1º e 30. O mês teve 21 dias úteis, por causa do feriado de 7 de setembro numa segunda-feira, e média de 22.750 novos CNPJs por dia útil. O volume ficou 8,6% abaixo de agosto e 6,2% acima de setembro de 2025.
O recuo mensal não se explica pelo calendário. Agosto e setembro tiveram a mesma quantidade de dias úteis, então a média por dia útil também caiu 8,6%.
Na série, setembro é o nono maior mês dos 21 analisados. A média diária, de 22.750, supera a de todos os meses de 2025, com exceção de janeiro.
O CNPJ é o registro que marca a entrada formal de uma organização na base da Receita, e é por ele que esta série conta, mês a mês, quantas empresas novas o país ganhou.
Onde elas nasceram? O mapa por estado
As empresas abertas em setembro de 2026 se concentraram em São Paulo, com 148.597 aberturas, ou 31,1% do Brasil. Minas Gerais ficou em segundo, com 46.960, e o Rio de Janeiro em terceiro, com 39.693. Somado, o Sudeste respondeu por 51,4% das aberturas do mês.
Na tabela estão as 27 UFs e a categoria Exterior; cada estado leva à sua página de empresas.
Ranking de aberturas por estado em setembro de 2026
| # | Estado | Região | Empresas Abertas | % do Brasil | Δ MoM | Δ YoY |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | São Paulo | Sudeste | 148.597 | 31,1% | ↓ 5,5% | ↑ 10,8% |
| 2 | Minas Gerais | Sudeste | 46.960 | 9,8% | ↓ 8,6% | ↑ 3,1% |
| 3 | Rio de Janeiro | Sudeste | 39.693 | 8,3% | ↓ 10,5% | ↑ 6,3% |
| 4 | Paraná | Sul | 33.870 | 7,1% | ↓ 7,0% | ↑ 7,7% |
| 5 | Santa Catarina | Sul | 27.746 | 5,8% | ↓ 6,5% | ↑ 3,8% |
| 6 | Rio Grande do Sul | Sul | 26.761 | 5,6% | ↓ 7,0% | ↓ 2,4% |
| 7 | Bahia | Nordeste | 19.859 | 4,2% | ↓ 10,7% | ↑ 0,8% |
| 8 | Goiás | Centro-Oeste | 19.078 | 4,0% | ↓ 11,6% | ↑ 3,2% |
| 9 | Ceará | Nordeste | 14.879 | 3,1% | ↓ 7,7% | ↑ 13,3% |
| 10 | Pernambuco | Nordeste | 13.446 | 2,8% | ↓ 8,1% | ↑ 3,2% |
| 11 | Mato Grosso | Centro-Oeste | 10.781 | 2,3% | ↓ 8,8% | ↑ 16,0% |
| 12 | Espírito Santo | Sudeste | 10.193 | 2,1% | ↓ 11,3% | ↑ 3,2% |
| 13 | Pará | Norte | 9.060 | 1,9% | ↓ 11,1% | ↑ 0,6% |
| 14 | Distrito Federal | Centro-Oeste | 8.942 | 1,9% | ↓ 14,9% | ↑ 6,5% |
| 15 | Mato Grosso do Sul | Centro-Oeste | 6.458 | 1,4% | ↓ 8,2% | ↑ 7,4% |
| 16 | Maranhão | Nordeste | 5.951 | 1,2% | ↓ 19,7% | ↑ 7,2% |
| 17 | Paraíba | Nordeste | 5.804 | 1,2% | ↓ 11,9% | ↑ 3,3% |
| 18 | Amazonas | Norte | 5.494 | 1,1% | ↓ 15,2% | ↑ 4,2% |
| 19 | Rio Grande do Norte | Nordeste | 5.024 | 1,1% | ↓ 10,1% | ↑ 0,5% |
| 20 | Alagoas | Nordeste | 3.947 | 0,8% | ↓ 12,2% | ↓ 4,2% |
| 21 | Piauí | Nordeste | 3.337 | 0,7% | ↓ 10,6% | ↓ 0,1% |
| 22 | Sergipe | Nordeste | 3.248 | 0,7% | ↓ 14,3% | ↑ 6,4% |
| 23 | Rondônia | Norte | 2.893 | 0,6% | ↓ 21,0% | ↑ 4,5% |
| 24 | Tocantins | Norte | 2.658 | 0,6% | ↓ 21,5% | ↓ 3,1% |
| 25 | Amapá | Norte | 927 | 0,2% | ↓ 28,8% | ↑ 16,9% |
| 26 | Roraima | Norte | 883 | 0,2% | ↓ 29,2% | ↑ 1,1% |
| 27 | Acre | Norte | 841 | 0,2% | ↓ 28,1% | ↑ 8,0% |
| 28 | Exterior | Exterior | 423 | 0,1% | ↑ 1,7% | ↓ 3,2% |
Pra variar, São Paulo lidera, e desta vez com a segunda maior fatia que o estado já teve na série: 31,1%, atrás apenas dos 32,0% de fevereiro de 2026. Também foi a UF com a menor queda mensal, de 5,5%.
As 27 unidades da federação abriram menos empresas que em agosto, e só a categoria Exterior subiu (+1,7%). As quedas mais fortes ficaram em estados pequenos do Norte: Roraima (−29,2%), Amapá (−28,8%) e Acre (−28,1%). Em agosto, Roraima e Acre tinham mais de um quarto das aberturas em CNPJs de campanha.
Distribuição regional das aberturas em setembro de 2026
A distribuição regional de setembro, na série publicada:
| Região | Empresas Abertas | % do Brasil | Δ MoM | Δ YoY |
|---|---|---|---|---|
| Sudeste | 245.443 | 51,4% | ↓ 7,2% | ↑ 8,2% |
| Sul | 88.377 | 18,5% | ↓ 6,9% | ↑ 3,3% |
| Nordeste | 75.495 | 15,8% | ↓ 10,8% | ↑ 4,0% |
| Centro-Oeste | 45.259 | 9,5% | ↓ 11,2% | ↑ 7,2% |
| Norte | 22.756 | 4,8% | ↓ 17,1% | ↑ 2,4% |
| Exterior | 423 | 0,1% | ↑ 1,7% | ↓ 3,2% |
O Sul teve a menor queda regional no mês, 6,9%, e o Norte a maior, 17,1%. Na releitura de 21/10/2026, sem as naturezas eleitorais, a queda do Norte fica em 8,8%.
Na comparação anual, o Sudeste cresceu 8,2% e respondeu por 18.566 das 27.850 aberturas a mais sobre setembro de 2025. São dois terços do crescimento do país saindo de quatro estados.
Gráfico: aberturas por UF em setembro de 2026
A cauda do ranking e a categoria Exterior
Amapá (927), Roraima (883) e Acre (841) fecham o ranking, cada um abaixo de mil aberturas. Somados, os três abriram 2.651 empresas, menos que Uberlândia sozinha (2.898).
A categoria Exterior reúne empresas brasileiras com sede registrada fora do país. Foram 423 em setembro, sete a mais que em agosto.
Como setembro/2026 se compara aos meses anteriores?
Setembro de 2026 teve 477.753 aberturas, queda de 8,6% frente às 522.738 de agosto e alta de 6,2% sobre as 449.903 de setembro de 2025. Com setembro, a série chega a 21 meses e fecha o 3º trimestre de 2026 com 1.507.786 empresas, o segundo maior trimestre desde janeiro de 2025.
A tabela abaixo é a série publicada, edição a edição, com os dias úteis de cada mês para separar o que é ritmo do que é calendário.
Série mensal de aberturas no Brasil: janeiro de 2025 a setembro de 2026
| Mês | Aberturas | Dias úteis | Δ MoM | Δ YoY |
|---|---|---|---|---|
| Janeiro/2025 | 584.566 | 22 | n/d | n/d |
| Fevereiro/2025 | 452.861 | 20 | ↓ 22,5% | n/d |
| Março/2025 | 421.805 | 21 | ↓ 6,9% | n/d |
| Abril/2025 | 417.049 | 20 | ↓ 1,1% | n/d |
| Maio/2025 | 428.315 | 21 | ↑ 2,7% | n/d |
| Junho/2025 | 397.398 | 21 | ↓ 7,2% | n/d |
| Julho/2025 | 455.348 | 23 | ↑ 14,6% | n/d |
| Agosto/2025 | 432.906 | 21 | ↓ 4,9% | n/d |
| Setembro/2025 | 449.903 | 22 | ↑ 3,9% | n/d |
| Outubro/2025 | 452.593 | 23 | ↑ 0,6% | n/d |
| Novembro/2025 | 370.600 | 19 | ↓ 18,1% | n/d |
| Dezembro/2025 | 329.512 | 22 | ↓ 11,1% | n/d |
| Janeiro/2026 | 562.735 | 21 | ↑ 70,8% | ↓ 3,7% |
| Fevereiro/2026 | 514.747 | 20 | ↓ 8,5% | ↑ 13,7% |
| Março/2026 | 570.081 | 22 | ↑ 10,7% | ↑ 35,2% |
| Abril/2026 | 486.033 | 20 | ↓ 14,7% | ↑ 16,5% |
| Maio/2026 | 479.553 | 20 | ↓ 1,3% | ↑ 12,0% |
| Junho/2026 | 467.695 | 22 | ↓ 2,5% | ↑ 17,7% |
| Julho/2026 | 507.295 | 23 | ↑ 8,5% | ↑ 11,4% |
| Agosto/2026 | 522.738 | 21 | ↑ 3,0% | ↑ 20,8% |
| Setembro/2026 | 477.753 | 21 | ↓ 8,6% | ↑ 6,2% |
O 3º trimestre foi o segundo maior da série
Julho, agosto e setembro de 2026 somaram 1.507.786 aberturas. O mesmo trimestre de 2025 tinha registrado 1.338.157, então a alta anual é de 12,7%, ou 169.629 empresas a mais.
| Trimestre | 2025 | 2026 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| 1º trimestre | 1.459.232 | 1.647.563 | ↑ 12,9% |
| 2º trimestre | 1.242.762 | 1.433.281 | ↑ 15,3% |
| 3º trimestre | 1.338.157 | 1.507.786 | ↑ 12,7% |
| 4º trimestre | 1.152.705 | em aberto | n/d |
Entre os sete trimestres fechados desde janeiro de 2025, só o 1º de 2026 passou deste. Sobre o 2º trimestre de 2026, o crescimento foi de 5,2%.
O trimestre teve 65 dias úteis, um a menos que o mesmo período de 2025, e média de 23.197 aberturas por dia útil. Em 2025, a média tinha sido de 20.275, então o ritmo diário subiu 14,4% em um ano.
Os três meses cresceram sobre 2025: julho (+11,4%), agosto (+20,8%) e setembro (+6,2%). Setembro, com a menor das três altas, fechou um trimestre forte em ritmo mais lento.
Por dia útil, setembro cresceu 11,2% em um ano
Setembro de 2025 teve um dia útil a mais que setembro de 2026. Com isso, a média diária subiu mais que o total: passou de 20.450 para 22.750 aberturas por dia útil, alta de 11,2%.
Contra agosto, a conta por dia útil não muda nada, porque os dois meses tiveram o mesmo calendário útil. Entre os meses de 2026, a média de setembro fica à frente de junho (21.259) e julho (22.056) e atrás dos outros seis.
O acumulado de nove meses
De janeiro a setembro de 2026, o país somou 4.588.630 aberturas, contra 4.040.151 no mesmo intervalo de 2025. São 548.479 empresas a mais, alta de 13,6%.
| Mês | 2025 | 2026 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Janeiro | 584.566 | 562.735 | ↓ 3,7% |
| Fevereiro | 452.861 | 514.747 | ↑ 13,7% |
| Março | 421.805 | 570.081 | ↑ 35,2% |
| Abril | 417.049 | 486.033 | ↑ 16,5% |
| Maio | 428.315 | 479.553 | ↑ 12,0% |
| Junho | 397.398 | 467.695 | ↑ 17,7% |
| Julho | 455.348 | 507.295 | ↑ 11,4% |
| Agosto | 432.906 | 522.738 | ↑ 20,8% |
| Setembro | 449.903 | 477.753 | ↑ 6,2% |
| Jan a set | 4.040.151 | 4.588.630 | ↑ 13,6% |
Uow! Com três meses ainda pela frente, 2026 está a 604.226 aberturas de igualar 2025 inteiro, que fechou com 5.192.856. Na média deste ano, de 509.848 por mês, a distância equivale a pouco mais de um mês de aberturas.
O mês sem as naturezas eleitorais
Setembro fecha o período de julho a setembro, em que candidatos e órgãos partidários recebem CNPJ de campanha. Para comparar com agosto sem esse efeito, consultei em 21/10/2026 os dois meses e setembro de 2025 na mesma data e excluí as mesmas naturezas jurídicas eleitorais de cada um.
| Recorte | Agosto de 2026 | Setembro de 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Série publicada (edição de agosto e edição atual) | 522.738 | 477.753 | ↓ 8,6% |
| Releitura de 21/10/2026, total bruto | 524.933 | 477.753 | ↓ 9,0% |
| Releitura de 21/10/2026, sem naturezas eleitorais | 507.124 | 477.537 | ↓ 5,8% |
Agosto ganhou 2.195 inscrições desde a edição anterior, revisão normal da base. Sem as naturezas eleitorais, setembro cai 5,8% sobre agosto e sobe 6,1% sobre setembro de 2025 (450.136, na mesma releitura). A série publicada continua intacta; o recorte é suplementar.
23 das 27 unidades da federação cresceram em 12 meses
Vinte e três UFs abriram mais empresas em setembro de 2026 do que em setembro de 2025. As quatro quedas foram Alagoas (−4,2%), Tocantins (−3,1%), Rio Grande do Sul (−2,4%) e Piauí (−0,1%). A categoria Exterior recuou 3,2%.
As maiores altas anuais vieram de Amapá (+16,9%), Mato Grosso (+16,0%), Ceará (+13,3%) e São Paulo (+10,8%). Entre os grandes volumes, o peso de São Paulo decide o resultado: o estado respondeu por 14.499 das 27.850 aberturas a mais do país, 52,1% do crescimento anual.
Entradas e saídas dos rankings
No top 25 de CNAEs, saiu atividades de organizações políticas, que tinha ocupado o 4º lugar em agosto. Voltou serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas, em 25º, com 4.791 aberturas.
Nas cidades, entraram São José dos Campos (22ª, com 2.362) e Osasco (23ª, com 2.301). Saíram São Luís e Maceió, que tinham entrado no mês anterior.
Os 25 setores que mais bombaram em setembro de 2026
Em setembro de 2026, Promoção de vendas liderou os setores com 23.458 aberturas, 4,9% do país. Serviços de malote ficou em segundo, com 20.060, e preparação de documentos e apoio administrativo em terceiro, com 19.075. Todos os CNAEs do top 25 com comparação recuaram frente a agosto.
O CNAE identifica a atividade econômica declarada em cada inscrição, e o guia para descobrir a categoria CNAE de uma empresa mostra como os códigos se organizam.
Ranking dos 25 maiores setores (CNAEs) em setembro de 2026
As colunas de variação comparam com o mesmo CNAE no top 25 de agosto de 2026 e de setembro de 2025; “n/d” indica que o código estava fora do top 25 no mês de comparação.
A liderança de promoção de vendas ficou mais folgada
Promoção de vendas recuou 2,3% no mês, a segunda menor queda do top 25. Serviços de malote caiu 5,3%, e a distância entre os dois passou de 2.841 aberturas em agosto para 3.398 em setembro.
A menor queda de todas foi a de serviços combinados de escritório e apoio administrativo, 1,5%, que subiu do 22º para o 19º lugar.
Entrega rápida e carga entre cidades seguem no topo das altas anuais
Os cinco CNAEs de logística e mobilidade somaram 70.355 aberturas em setembro: malote (20.060), carga municipal (15.391), entrega rápida (13.150), carga intermunicipal ou interestadual (11.993) e transporte de passageiros com motorista (9.761).
No mês, o grupo caiu 7,1%. Em 12 meses, subiu 14,8%, com entrega rápida (+42,1%) e carga intermunicipal (+29,3%) como as duas maiores altas anuais de todo o top 25. A carga municipal foi na direção contrária: −5,3% sobre setembro de 2025.
Comida que sai da cozinha para casa cresceu no ano
Consumo domiciliar, lanchonetes, restaurantes e serviços ambulantes de alimentação somaram 33.546 aberturas, queda de 3,8% sobre agosto e alta de 14,7% sobre setembro de 2025. Dentro do grupo, a diferença é grande.
Fornecimento de alimentos para consumo domiciliar cresceu 25,6% em 12 meses e lanchonetes, 19,4%. Restaurantes, o formato com salão, recuou 3,2%. Padaria e confeitaria com produção própria, fora do grupo, teve a terceira maior alta anual do top 25, 28,0%.
Ensino teve a maior queda do top 25
Outras atividades de ensino caiu 17,3% no mês, para 7.176, e está 9,8% abaixo de setembro de 2025. Treinamento profissional e gerencial recuou 8,0% no mês e 3,0% no ano.
Juntos, os dois códigos de ensino somaram 13.688 aberturas, 13,1% a menos que em agosto.
Construção civil acompanhou o mês
Obras de alvenaria (10.870) e instalação e manutenção elétrica (5.939) somaram 16.809 aberturas, queda de 7,9% sobre agosto e alta de 5,3% sobre setembro de 2025. A alvenaria subiu do 11º para o 10º lugar no ranking, e o recorte de obras do CNO, mais adiante, mostra o lado das obras registradas.
As 25 cidades campeãs de abertura em setembro de 2026
A cidade de São Paulo liderou setembro de 2026 com 48.851 empresas abertas, 10,2% do Brasil, a maior fatia da capital paulista nos 21 meses da série. O Rio de Janeiro registrou 17.482 e Brasília 8.942. São José dos Campos e Osasco entraram no top 25.
Ranking das 25 maiores cidades brasileiras em aberturas de setembro de 2026
| # | Cidade | UF | Empresas Abertas | % do Brasil | Δ MoM | Δ YoY |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | São Paulo | SP | 48.851 | 10,2% | ↓ 5,8% | ↑ 9,7% |
| 2 | Rio de Janeiro | RJ | 17.482 | 3,7% | ↓ 9,7% | ↑ 8,1% |
| 3 | Brasília | DF | 8.942 | 1,9% | ↓ 14,9% | ↑ 6,5% |
| 4 | Belo Horizonte | MG | 8.577 | 1,8% | ↓ 10,7% | ↑ 3,1% |
| 5 | Curitiba | PR | 8.117 | 1,7% | ↓ 8,2% | ↑ 8,8% |
| 6 | Fortaleza | CE | 7.600 | 1,6% | ↓ 8,3% | ↑ 29,0% |
| 7 | Salvador | BA | 6.000 | 1,3% | ↓ 13,6% | ↑ 7,2% |
| 8 | Goiânia | GO | 5.923 | 1,2% | ↓ 14,4% | ↑ 1,8% |
| 9 | Manaus | AM | 4.570 | 1,0% | ↓ 14,6% | ↑ 5,4% |
| 10 | Porto Alegre | RS | 4.522 | 0,9% | ↓ 10,8% | ↓ 5,7% |
| 11 | Guarulhos | SP | 4.452 | 0,9% | ↓ 4,2% | ↑ 15,6% |
| 12 | Campinas | SP | 3.838 | 0,8% | ↓ 6,7% | ↑ 5,1% |
| 13 | Recife | PE | 3.826 | 0,8% | ↓ 7,3% | ↑ 4,9% |
| 14 | Uberlândia | MG | 2.898 | 0,6% | ↑ 3,4% | ↑ 10,3% |
| 15 | Campo Grande | MS | 2.892 | 0,6% | ↓ 11,0% | ↑ 9,3% |
| 16 | Florianópolis | SC | 2.768 | 0,6% | ↓ 9,5% | ↓ 7,3% |
| 17 | Ribeirão Preto | SP | 2.757 | 0,6% | ↓ 0,3% | ↑ 11,8% |
| 18 | Joinville | SC | 2.580 | 0,5% | ↓ 9,3% | ↑ 1,1% |
| 19 | Cuiabá | MT | 2.572 | 0,5% | ↓ 18,6% | ↑ 16,3% |
| 20 | Sorocaba | SP | 2.559 | 0,5% | ↓ 8,1% | ↑ 12,3% |
| 21 | João Pessoa | PB | 2.507 | 0,5% | ↓ 12,9% | ↑ 3,6% |
| 22 | São José dos Campos | SP | 2.362 | 0,5% | n/d | ↑ 9,3% |
| 23 | Osasco | SP | 2.301 | 0,5% | n/d | ↑ 6,2% |
| 24 | São Bernardo do Campo | SP | 2.300 | 0,5% | ↓ 10,0% | ↑ 5,8% |
| 25 | Belém | PA | 2.284 | 0,5% | ↓ 18,6% | ↓ 6,2% |
Uberlândia cresceu num mês de queda
Uberlândia abriu 2.898 empresas, 3,4% a mais que em agosto, e subiu do 20º para o 14º lugar. Entre as 23 cidades que também estavam no top 25 de agosto, foi a única com alta mensal.
Ribeirão Preto chegou perto, com 2.757 aberturas e queda de só 0,3%, e saltou do 22º para o 17º lugar. As duas cidades do interior seguraram o mês melhor que as capitais do top 25.
Fortaleza teve a maior alta anual do ranking
Fortaleza abriu 7.600 empresas, 29,0% a mais que em setembro de 2025, a maior alta anual entre as 25 cidades. Cuiabá (+16,3%) e Guarulhos (+15,6%) vieram em seguida.
Três cidades abriram menos que um ano antes: Florianópolis (−7,3%), Belém (−6,2%) e Porto Alegre (−5,7%).
Oito das top 25 ficam no estado de São Paulo
São Paulo, Guarulhos, Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, São José dos Campos, Osasco e São Bernardo do Campo formam o grupo paulista, duas cidades a mais que em agosto.
A capital sozinha, com 48.851 aberturas, de novo passou o estado inteiro de Minas Gerais (46.960). Mais de uma em cada dez empresas novas do país nasceu numa cidade só, né?
Matriz, Filial ou MEI? A composição das aberturas
Em setembro de 2026, 465.926 aberturas foram matrizes, 97,5% do total, e 11.827 foram filiais, 2,5%. No corte de porte, os MEIs somaram 335.638 registros, 70,3% do mês. As filiais foram o único grupo a crescer sobre agosto, com alta de 2,4%.
A divisão entre matriz e filial separa empresa nova de empresa que cresce; o porte mostra em que enquadramento cada inscrição entrou.
Matriz vs Filial: origem e expansão
As matrizes recuaram 8,9% no mês, para 465.926, e cresceram 6,5% sobre as 437.445 de setembro de 2025. Todo o recuo do mês veio delas.
As filiais andaram no sentido oposto: 275 a mais que em agosto, chegando a 11.827. Em 12 meses, porém, estão 5,1% abaixo das 12.458 de setembro de 2025.
Porte com MEI separado: o maior grupo
Os 335.638 MEIs caíram 6,1% sobre agosto, mas a participação chegou a 70,3%, perto dos 70,4% de julho e acima dos 68,4% de agosto.
Microempresas fora do MEI somaram 102.915, ou 21,5% do mês. Empresas de pequeno porte foram 18.856 (3,9%), e 310 registros ficaram sem classificação.
Na série publicada, o porte médio e grande caiu de 37.781 para 20.034, queda de 47,0%. Quase toda a diferença vem dos CNPJs de campanha, registrados nesse porte: na releitura de 21/10/2026, sem as naturezas eleitorais, o recuo fica em 7,3%, de 21.386 para 19.818.
O campo de MEI mostra o enquadramento de hoje: quem sai do regime depois muda a contagem de meses passados. Por isso a série compara apenas o retrato de cada mês.
O guia de categorias de porte de empresa pelo CNPJ explica cada faixa.
Obras no Brasil em setembro de 2026: o que o CNO mostra
O Cadastro Nacional de Obras soma 3.651.965 obras, das quais 1.037.255 ativas. Com início em setembro de 2026, já aparecem 11.666 obras registradas até o fechamento desta análise: 6.049 com pessoa jurídica responsável e 5.617 com pessoa física. São Paulo lidera o recorte com 2.393 obras.
O estoque tem 17.411 registros a mais que na leitura feita para a edição de agosto, parte deles obras antigas cadastradas agora.
No recorte de setembro, pessoas jurídicas responderam por 51,9% das obras e pessoas físicas por 48,1%. Como cada mês é lido com maturidade diferente, essa divisão vale para dimensionar o público do mês, sem formar série.
Top 10 estados em obras iniciadas em setembro de 2026
| Estado | Obras | % das obras | % das empresas abertas |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 2.393 | 20,5% | 31,1% |
| Minas Gerais | 1.486 | 12,7% | 9,8% |
| Paraná | 1.111 | 9,5% | 7,1% |
| Rio Grande do Sul | 1.013 | 8,7% | 5,6% |
| Santa Catarina | 891 | 7,6% | 5,8% |
| Ceará | 481 | 4,1% | 3,1% |
| Goiás | 444 | 3,8% | 4,0% |
| Rio Grande do Norte | 432 | 3,7% | 1,1% |
| Pernambuco | 388 | 3,3% | 2,8% |
| Bahia | 382 | 3,3% | 4,2% |
O Sul concentra obra acima do peso empresarial: os três estados somaram 3.015 obras, 25,8% do recorte, para 18,5% das aberturas. O Rio Grande do Sul é o 6º em empresas abertas e o 4º em obras.
O Rio Grande do Norte repete a desproporção de agosto, com 3,7% das obras e 1,1% das empresas. Sergipe tem 2,2% das obras com 0,7% das empresas.
No sentido oposto, o Rio de Janeiro é o 3º em empresas abertas, com 8,3% do país, e cai para 15º em obras, com 230 registros e 2,0% do total. O Distrito Federal tem 1,9% das empresas e 0,5% das obras, e o Amazonas, 1,1% das empresas e 0,2% das obras.
Atenção à leitura do CNO: uma obra pode entrar no cadastro meses depois de começar, com a data de início original. O total atribuído a setembro de 2026 tende a subir nas próximas extrações, e por isso esta série não calcula variação mensal ou anual de obras. O estoque mostra o movimento: 17.411 registros novos entre a leitura de agosto e a de setembro, parte deles com início em meses antigos. As obras registradas aparecem na Lista de obras.
Sacadas pra quem empreende ou prospecta no Brasil
Cinco anomalias de setembro de 2026 viram decisão comercial: filiais crescendo enquanto as matrizes recuavam, a comida para consumo em casa ganhando do restaurante, Fortaleza com a maior alta anual do top 25, duas cidades do interior resistindo ao recuo e o Rio Grande do Sul com mais peso nas obras do que nas aberturas.
1. As filiais cresceram enquanto as matrizes recuaram
Setembro teve 11.827 filiais abertas, 275 a mais que em agosto, enquanto as matrizes recuaram 8,9%. Filial é empresa que já existe abrindo outro endereço.
A sacada é separar as filiais das matrizes na prospecção e testar qual dos dois grupos gera mais oportunidades para a sua oferta. Vale recortar as filiais de setembro por estado e setor e cruzar com a sua carteira atual.
- Quem se beneficia: fornecedores de mobiliário, TI, segurança e serviços para empresas que estão abrindo unidade.
2. Comida para consumo em casa cresceu, restaurante encolheu
Em 12 meses, alimentos preparados para consumo domiciliar subiram 25,6%, lanchonetes 19,4% e padaria com produção própria 28,0%. Restaurantes caíram 3,2% no mesmo período.
Entre os quatro CNAEs de alimentação, o de comida preparada para consumo em casa foi o que mais abriu em setembro, com 11.768 inscrições. Embalagem, insumo e sistema de pedido acompanham esse formato.
- Quem se beneficia: distribuidores de embalagem e insumos, plataformas de pedido e fabricantes de equipamento compacto de cozinha.
3. Fortaleza teve a maior alta anual do top 25
A capital cearense abriu 7.600 empresas em setembro, 29,0% a mais que um ano antes, e o Ceará cresceu 13,3% no mesmo período. Nenhuma outra cidade do top 25 chegou perto dessa alta anual.
Para operações que tratam o Nordeste como uma praça só, Fortaleza merece campanha própria e uma meta medida separadamente.
- Quem se beneficia: times comerciais com cobertura regional e franquias em expansão no Nordeste.
4. Uberlândia e Ribeirão Preto seguraram o mês
Uberlândia cresceu 3,4% sobre agosto, a única alta mensal entre as cidades que já estavam no ranking, e Ribeirão Preto quase repetiu agosto (−0,3%). As duas subiram seis e cinco posições no ranking.
As duas tiveram mais de 2.700 aberturas em setembro. A sacada é testar a abordagem em cada praça e comparar custo por oportunidade e taxa de resposta com o das capitais.
- Quem se beneficia: operações que já atendem o interior de São Paulo e Minas Gerais e querem priorizar praças.
5. O Rio Grande do Sul pesa mais nas obras do que nas aberturas
O estado teve 2,4% menos aberturas que em setembro de 2025, uma das quatro UFs em queda anual. Nas obras iniciadas em setembro, porém, aparece em 4º lugar, com 8,7% do país e 1.013 registros.
Para quem atende construção no estado, vale testar a lista de obras, que traz o responsável por cada uma, e comparar o resultado com o dos contatos de empresas abertas.
- Quem se beneficia: fornecedores de material de construção, locadoras de equipamento e prestadores de serviço de obra no Sul.
Conclusão: o que aprendemos sobre o Brasil em setembro de 2026
Setembro de 2026 fechou com 477.753 empresas abertas, queda de 8,6% sobre agosto e alta de 6,2% sobre setembro de 2025. Com ele, o 3º trimestre somou 1.507.786 aberturas, 12,7% acima do mesmo período de 2025 e o segundo maior trimestre da série.
O fechamento do trimestre e os principais recortes de setembro:
- Setembro de 2026: 477.753 empresas, média de 22.750 por dia útil em 21 dias úteis
- Série publicada: queda mensal de 8,6% e alta anual de 6,2%
- 3º trimestre de 2026: 1.507.786 aberturas, +12,7% em 12 meses e +14,4% por dia útil
- Acumulado de janeiro a setembro: 4.588.630 aberturas, 13,6% acima de 2025
- Estado líder: São Paulo, com 148.597 aberturas e 31,1% do país
- Maior alta regional em 12 meses: Sudeste, com 8,2%
- Cidade líder: São Paulo, com 48.851
- Setor líder: Promoção de vendas, com 23.458
- Composição: MEI com 335.638 e filiais com 11.827
- CNO: 11.666 obras iniciadas em setembro já registradas, 51,9% sob responsabilidade de PJ
Setembro foi o mês mais fraco do trimestre, e mesmo assim o período terminou bem acima de 2025. Com três meses pela frente, o ano está a pouco mais de um mês de aberturas de igualar 2025 inteiro.
Metodologia
Esta edição conta as 477.753 inscrições com início de atividade entre 01 e 30 de setembro de 2026, a partir da base de CNPJ da Receita Federal que a API da Oportunidados sincroniza e agrega. Nenhum filtro de situação cadastral é aplicado, então a contagem inclui todas as inscrições do mês.
As comparações principais seguem a série publicada: MoM confronta setembro de 2026 com o total publicado de agosto de 2026, e YoY confronta com o total publicado de setembro de 2025. Os totais de trimestre e de acumulado somam os meses publicados da série. Dias úteis são segunda a sexta, descontados os feriados nacionais; em setembro de 2026, o 7 de setembro caiu numa segunda-feira e o mês somou 21 dias úteis.
O recorte sem naturezas eleitorais complementa a série e não a substitui. Em 21/10/2026, consultei setembro de 2026, agosto de 2026 e setembro de 2025 na mesma data e excluí de cada um as naturezas jurídicas 409-0 (candidato a cargo político eletivo), 325-5, 326-3 e 327-1 (órgãos de direção de partido político) e 328-0 (comitê financeiro). Contagens, filtros e data da consulta ficam guardados com os dados desta edição.
Porte é o enquadramento declarado no cadastro e não indica faturamento; setor é o CNAE informado na inscrição. A categoria Exterior agrupa inscrições com sede registrada fora do país. Como o MEI mostra o enquadramento atual, a fatia de MEI não é comparada entre anos distantes.
As obras saem do Cadastro Nacional de Obras e são contadas pela data de início declarada. Como o registro pode ser retroativo, a série traz estoque, recorte do mês e divisão por UF, sem variação mensal ou anual.
Edições anteriores
Setembro de 2026, com 477.753 aberturas, fecha o 3º trimestre e completa 21 meses de acompanhamento desde janeiro de 2025. As duas edições anteriores e o hub mostram como julho e agosto montaram o trimestre e onde ele se encaixa no histórico completo.
- Agosto de 2026: 522.738 aberturas e o pico de CNPJs de campanha eleitoral da série.
- Julho de 2026: 507.295 aberturas, o mês que abriu o trimestre com alta de 8,5%.
- Hub Empresas Abertas no Brasil: todas as edições reunidas, com a série mês a mês desde janeiro de 2025.
Leituras relacionadas
As 477.753 aberturas de setembro de 2026 foram classificadas por campos do cadastro: atividade, porte, natureza jurídica e situação. Os guias abaixo explicam cada um desses campos, com o recorte do mês, para quem quer usar os números na prospecção:
- O que é CNPJ? Tudo o que você precisa saber para fechar mais negócios: o que o número e o cartão do CNPJ dizem sobre uma empresa.
- Como descobrir a categoria CNAE de qualquer empresa: a lógica dos códigos que ordenam o ranking de setores desta edição.
- Categorias de porte de empresa pelo CNPJ: as diferenças entre MEI, microempresa, EPP e demais portes.
- Categorias de natureza jurídica no CNPJ: as formas legais de organização registradas na Receita.
- Situação cadastral das empresas: entenda antes de vender: como cada status do cadastro afeta uma abordagem comercial.
Abraço,
Fred
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